sexta-feira, 8 de julho de 2016

O Filho Desnaturado À Casa Torna...

Ora viva,
para já quero pedir-lhe as maiores desculpas por ter estado tanto tempo arredada deste meu blogue;ele foi o meu primeiro"canto pessoal" e tenho-o deixado, assim como  tantas vezes me tenho deixado a mim mesma, para cuidar de outras coisas, pessoas ou situações...

Quando iniciei este blogue em 2009 eu tinha uma intenção muito clara, de que ele fosse um eco do meu inconformismo, da minha rebeldia e até de alguma excentricidade de pensamento e atitude, e essa intenção continua a mesma, garanto-lhe!

Só que a vida, de facto, me vai chamando, e eu, que de há uns anos para cá, escrevo para outros blogues, e tenho outras actividades paralelas,o que faz com que nunca me sobre tempo,voltei a ter saudades deste meu "armário", de onde saem esqueletos, mas onde me sinto "em casa".

Já agora,faz-me companhia num chá?...estou a beber um delicioso chá de frutos do bosque, bem fresco e com uma rodela de limão...

...mas continuando, quero pedir-lhe que volte a fazer-me companhia neste meu mundo, não tão virtual assim.

O que aconteceu neste tempo todo?(pergunta você e muito bem...)
...ora, mudei de casa e de consultório, assumi a tempo integral a educação da minha neta mais velha, com quem tenho tido a oportunidade de colocar em prática tudo o que tenho aprendido académicamente até hoje sobre adolescência, porque viver com adolescentes é como viver numa montanha russa emocional, ou entre o Ártico e o deserto do Sahara, porque quando acordam estão com humor de cão esganado, batem com as portas e deixam a loiça do pequeno almoço num desvario, e à noite querem mimos, "oh avó dá-me aqui uma massagem..." ou"...faz-me aí um cházinho", e só a minha resiliência e capacidade de adaptação é que são os meus baluartes, para não desatar aos gritos e fugir de casa... até imagino a rapariga (minha neta) a contar às amigas: "Olha, a minha avó fugiu de casa..."

E consigo, que voltas é que a sua vida já deu nestes últimos tempos?...

Vá lá, não me deixe aqui a falar sózinha, que o mesmo é dizer "a teclar sózinha", porque a sua companhia aqui é-me muito prazeirosa e inspiradora, e como há um tempo para tudo, um tempo para estar com os amigos "de olhos nos olhos"e um tempo para estar com os amigos a "teclar" (e tornam-se amigos aqueles que nos escutam, lêem, respeitam e reagem construtivamente), então tire lá os seus esqueletos do armário e escreva o que lhe vai na alma...




domingo, 6 de março de 2016

Mais Um Dia De Vãs Celebrações...

O Que Eu Quero Mais É Que Se Lembrem De Não Maltratarem Ninguém...

Imagem Internet


 
Se há coisa que me põe mesmo sem pachorra nenhuma, é esta mania de celebrar o dia disto e naquilo.
Parece que as pessoas precisam de serem lembradas constantemente de que não estão sozinhas no mundo, e que há vida para além do seu próprio umbigo.
A próxima data vai ser o 8 de Março em que se instituiu a celebração do Dia Internacional da Mulher.

Imagem Internet



Mas agora eu preciso que se lembrem das  Mulheres uma vez por ano? E porque razão não existe o Dia Internacional do Homem? Será porque têm os outros 364 dias do ano só para eles?

Não tenho absolutamente nada contra os homens ,até porque hoje em dia, e após tantas experiências de vida, nutro especial compreensão e empatia pelos homens em geral; a minha zanga é face à hipocrisia instalada como se fosse norma, sim porque a hipocrisia é um recurso precioso que deverá ser usado com sabedoria e parcimónia, tal como um vinho velho.
Assim sendo, não preciso que me lembrem que sou Mulher no dia 8 de Março, obrigada, nem que me lembrem que existem a Mãe, as Crianças, os Avós, o Pai, e mais os outros 360 dias que quase por OBRIGAÇÃO se querem lembrar que existem motivos de celebrar a VIDA.
Portanto, não contem comigo para celebrações obrigatórias, mesmo que me levem pelos cabelos, porque quando quero e me apetece, eu celebro todas as Criaturas, sem que para tal, me seja lembrada a minha condição de Criatura Humana.


Mami Moon































domingo, 3 de janeiro de 2016

Quando Os Fantasmas Vêm Passar o Natal A Casa...



Há datas que são incontornáveis para os FANTASMAS da EXISTÊNCIA HUMANA:

Nascimentos - Mortes - Casamentos - Funerais e...Natais...

Mal começa Dezembro, começam a chegar-me (a mim e a montanhas de colegas meus) os "...ais..." e os "...uis..." dos almoços, jantares e festejos de Natal onde vêm os colegas que mal se falam durante o ano, porque há ressentimentos profissionais, mal ou não resolvidos e que passam de mês para mês, os tios dos primos, que desde a infância se julgam superiores só porque tinham uns trapitos a mais, ou porque se dizia que eram mais espertos do que os outros, os enteados e as madrastas de casamentos mal acabados, as segundas sogras, que nunca aceitaram as segundas noras, e o comboio de fantasmas nem sequer para por aqui:

- É que todos os fantasmas (vivos e mortos), parecem ter que conviver, a "bem da nação", porque "noblesse oblige" e porque no Natal não se recusa um sorriso benevolente a ninguém...mesmo que esse sorriso venha embrulhado em palavras azedas e acutilantes.


Imagem da Internet


Valham-nos os docinhos que desfilam na passarela da mesa...

E como tudo na vida, nada disto é bom nem mau, fantasmas são fantasmas, e até eles têm uma função, mesmo aquela que não queremos ver:

- A de termos que os CONFRONTAR  sem medos, para que nos mostrem a solução, até que sigam os seus caminhos, e a função de nos vermos ao espelho naqueles que mais nos irritam, perturbam ou nos parecem ameaçar...

E logo no dia 26 de cada Dezembro, lá seguimos eufóricos para a viragem do ano, onde mais uma vez os FANTASMAS vão ser encafifados no armário... até à próxima data...

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Tanto Que Quiz Uma Causa Para Me Dedicar...

Que Apareceu...

                                  RAISING UP FAMILIES PORTUGAL



Aqui há umas semanas atrás, apareceu-me a Ana Benvinda com uma consulta marcada.
O nome não me era estranho, e quando a vi, a minha memória fotográfica atirou-me para 40 anos para trás - para os tempos de liceu.

A Ana era daquelas miúdas tímidas com menos uns anitos do que eu, mas que se interessava sempre pelas conversas das "mais crescidas" - era a "pita" que não queríamos ao pé de nós.

A vida e o 25 de Abril de '74 separaram-nos, e reencontrámos-nos agora;
ela com uma vida entre Portugal, a Suiça e o EUA, e eu por aqui e por além...
Ela com muita formação em Recursos Humanos e Serviços sociais, eu às voltas com a Psicologia e as Psicoterapias.

Ambas, mulheres determinadas e sempre à procura de uma boa CAUSA para nos dedicarmos...

No fim da consulta fomos tomar um café onde ela me falou de toda a experiência adquirida (principalmente nos EUA) com FAMÍLIAS desintegradas e em dificuldades, onde GRUPOS DA SOCIEDADE CIVIL têm uma acção eficaz, porque se reúnem para fazerem CROWDFUNDING [sem estarem sempre à espera do Estado...],com CAMPANHAS DE RUA para sensibilizar os seus concidadãos, e com ACÇÃO DIRECTA NAS FAMÍLIAS, e não apenas com equipas de rua na doação de alimentos aos HOMELESS [sem abrigo], que aliás, tanto lá como cá, são um a questão muito complexa, como sabemos.

A IDEIA NASCEU nesta conversa...
Ali mesmo criámos o RAISING UP FAMILIES PORTUGAL, e como ela se vai embora outra vez,deixou-me a tarefa de fazer prosseguir a CAMPANHA, com todos os Amigos que eu possa trazer.

OFERECI-ME para que este blog seja um dos veículos para que todos possam saber mais e se 
actualizarem sobre os nossos progressos.

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Ou CONTACTE-NOS PELOS EMAILS:



That appeared ...

Here a few weeks ago, appeared to me to Ana Benvinda with an appointment.The name was not strange to me, and when I saw her, my photographic memory threw me for 40 years back - for high school times.

Ana was one of those shy girls under a few years than me, but that is always interested in the conversations of "more grown" - was the "kid" we did not want to walk from us.
Life and the 25 April '74 separated us, and we find ourselves now;
her with a life between Portugal, Switzerland and the USA, and I here and beyond ...
She very training in Human Resources and Social Services, I dealing with Psychology and Psychotherapy.

Both certaisn women and always looking for a good Cause to devote ourselves ...


At the end of the consultation we went to a cafe where she told me about all the experience (especially in the US) with blown FAMILIES and difficulties, where civil society groups have effective action, because come together to make crowdfunding [without always being  waiting for the State ...] with STREET CAMPAIGNS to raise awareness among their fellow citizens, and DIRECT ACTION IN FAMILIES, not just with street teams in donating food to HOMELESS , which incidentally, both there and here , is a very complex issue, as we know.

THE IDEA WAS BORN in this conversation ...
Right there we created RAISING UP FAMILIES PORTUGAL, and how she moves on again, left me the task of making further this CAMPAIGN, with all the friends I can bring.

I offered to this blog to be a vehicle for everyone to learn more and to
update on our progress.

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segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Esqueletos Nos Armários Do SNS...

Esqueletos Nos Armários Do Serviço Nacional de Saúde...


Mais uns esqueletos que se tiram do armário...

Uma história de terror,mas com

monstros e zombies á séria...





quarta-feira, 16 de julho de 2014

As Pessoas São Pessoas Ou São Coisas?...





Vamos lá a ver se nos entendemos:
Quando as pessoas se referem a outras que amam tanto,que se tornam as mais importantes das suas vidas, PORQUE É QUE AS TRATAM COMO COISAS?

Hããã?
Sim senhores! Ora então reparem:
Mãe para filho(a):"...tu és a COISA mais importante da minha vida..."
Mulher para marido:"...tu é a COISA mais importante da minha vida..."
Filho(a) para a mãe:"...tu és a COISA melhor da minha vida..."

Então em que ficamos?

Os outros são COISAS ou PESSOAS importantes nas nossas vidas?

E depois, toda a gente se espanta de, na hora das zangas, ser-se tratado como COISA!...

segunda-feira, 14 de julho de 2014

O Pecado Original das Mulheres

Todos os dias,somos confrontadas com milhões de referências à Liberdade feminina, com milhões de notícias que nos falam dos progressos que a Mulher fez ao longo de milénios, na suposta Felicidade que deveria estar a sentir porque contínuamente conquista o Mundo, tem uma carreira, pode ir ao ginásio, pode modificar o corpo sem dar satisfações a ninguém,pode casar, descasar, ter namorados em fila de espera, ter filhos ou não, e por aí vai...

Então porque é que as Mulheres andam todas tão infelizes?


Porque razão ainda se maltratam tanto,rastejam aos pés de homens que supostamente juraram amá-las, protegem crimes de violência contra elas, subjugam-se a trabalhos menores do que elas, e ainda assim fingem que estão a ganhar a batalha?


Com quem lutam estas Mulheres afinal?

Que fantasmas são estes que ainda as perseguem ao longo de milénios, e dos quais parecem não conseguir escapar?

De tanto ouvir, observar e acompanhar centenas de Mulheres e tantas histórias diferentes,

vou dar quase sempre à mesma conclusão:

Na minha interpretação distanciada, muito me parece que as Mulheres ainda se punem

pela culpa do malfadado "pecado original" que os critérios religiosos disseram que tinha cometido nos primórdios da Criação:

A Mulher pecou porque desobedeceu ao homem...



E a partir daqui o seu fado eterno é fazer-se de inferior, para não desagradar mais, para ser amada, aceite e para se pacificar com a culpa de Eva.


As Mulheres ainda continuam a acreditar em mentiras, que nem se sabe como começaram nem quando irão acabar.


Uma coisa é certa: Quando alguma DESPERTA desta mentira inqualificável logo é vista como feiticeira e não-humana.


De resto, continuam todas a dormir nos seus próprios pesadelos...